O mercado começa o dia com otimismo moderado. Ontem, a Bolsa engatou uma alta firme, com investidores reagindo bem às sinalizações fiscais do governo aqui e aos dados de emprego nos EUA (que vieram na medida certa). Hoje, o foco se volta para a Ata do Copom, buscando pistas sobre o ritmo da queda de juros.
📰 Resumo das Matérias
Ibovespa ultrapassa 150 mil pontos pela 1ª vez com otimismo sobre cortes de juros
Dólar recua para R$ 5,35 acompanhando cenário externo favorável e fluxo para bolsa
Agenda econômica tem Copom e resultados de Petrobras, Itaú, Magazine Luiza como destaques
📊 Mercado de Ontem (03/11)
Ibovespa: 150.454 (+0,61%)
Dólar: R$ 5,3574 (-0,43%)
Ação destaque: Minerva Foods (BEEF3) — subiu 2,37%, liderando as altas por conta da boa performance do setor de alimentos e perspectivas positivas para exportações.
Ontem o Ibovespa renovou sua máxima histórica ao fechar em 150.454 pontos, décimo nono recorde do ano, mostrando força consistente do mercado local, apoiado principalmente pelas ações dos “pesos-pesados” como Petrobras e Bradesco em alta. O mercado reage à expectativa de corte na Selic no começo de 2026, mais inflação sob controle e fluxo estrangeiro interessado no Brasil. A nova hora de fechamento da B3, até 17h55, se junta ao aumento do apetite por risco, num ambiente ainda que cauteloso, mas cheio de sinais construtivos.
No exterior, as bolsas mantêm viés positivo após o Fed cortar juros e manter discurso cauteloso, o que tem sido interpretado como suporte para ativos de risco. Acordo para venda de soja dos EUA à China aliviou tensões comerciais, outro catalisador para a alta global. O petróleo firmou preço, beneficiando o setor energético, enquanto os títulos têm leve ajuste e o dólar opera estável, dando fôlego para mercados emergentes como o Brasil.
Hoje e amanhã, o Copom deve manter a Selic em 15%, sem surpresas, mas os sinais para os próximos cortes são o que o mercado quer decodificar — base para próxima fase de valorização da bolsa e alívio para crédito e consumo. Além disso, resultados industriais e dados da balança comercial no Brasil oferecem indicadores importantes sobre a capacidade de sustentação do crescimento no último trimestre.
O otimismo é racional: inflação estimada em leve recuo, juros com viés de baixa e mercado acionário firme mostram que o ciclo positivo ainda tem espaço para se desenrolar.



